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Lupita Nyong’o e o caso do photoshop close errado.

Lupita Nyong’o está na capa da última edição do Grazia UK, e a foto foi super retocada no photoshop até aí nenhuma novidade. Já falamos mil vezes sobre esse assunto aqui (lembre aqui os posts que envolvem esse tema) , não sou contra se for ajustar uma luz, uma sombra, coisa pouca que não desfigura a pessoa nem o contexto. Pois é , é aí que morou o problema na edição desse capa e a primeira a reclamar foi a própria Lupita.

 

As I have made clear so often in the past with every fiber of my being, I embrace my natural heritage and despite having grown up thinking light skin and straight, silky hair were the standards of beauty, I now know that my dark skin and kinky, coily hair are beautiful too. Being featured on the cover of a magazine fulfills me as it is an opportunity to show other dark, kinky-haired people, and particularly our children, that they are beautiful just the way they are. I am disappointed that @graziauk invited me to be on their cover and then edited out and smoothed my hair to fit their notion of what beautiful hair looks like. Had I been consulted, I would have explained that I cannot support or condone the omission of what is my native heritage with the intention that they appreciate that there is still a very long way to go to combat the unconscious prejudice against black women’s complexion, hair style and texture. #dtmh

Uma publicação compartilhada por Lupita Nyong’o (@lupitanyongo) em

Ela postou a foto original lado a lado com a versão final, photoshopada no Instagram e no Twitter , chamando a atenção para o fato de  revista “cortar”  o cabelo dela, sem consultá-la . Lupita se declarou desapontada com o fato de que  @graziauk  convidou a estar na capa e e, em seguida, ter editado seu cabelo para se adequar à noção de beleza eurocêntrica.  Ela aceitou o convite da capa, pois segundo ela é uma oportunidade para mostrar a outras pessoas que a mulheres negras são lindas do jeito que são. A atriz reforça que ainda há um longo caminho a percorrer para combater o preconceito inconsciente contra as mulheres negras, entre os quais aceitar as diferenças de pele, cabelos estilo e texturas.

E vocês o que acham que temos que mudar em nossos comportamentos a fim de aceitar as diferenças?

categorias: Beleza Comportamento

Colocando as estrias para jogo.

 

Fico aqui tentando várias maneiras de abordar esse assunto de aceitação do corpo. E me deparo com algumas meninas que estão muito além e me surpreendem positivamente. Esse é o caso de Lexi Mendiola, uma menina comum que usa seu instagram para fazer upload de suas melhores fotos para redes sociais e receber milhares de likes. Até aí ok, tem várias dessa por aí. O que ela não ia imaginar que uma imagem dela receberia mais likes cerca de 22 mil(ela tem 30 mil seguidores) em uma foto que ela ia descartar e que considerou seriamente o uso de Photoshop. 

A sua primeira reação ao tirar a foto foi retocar a pele e estrias. Em uma estalo ela pensou que estava se deixando levar por suas inseguranças. Então ele decidiu postar a imagem, até porque ter estrias é a coisa mais normal no mundo. Se a gente for pensar quem não tem pelo menos uma estria??? Normal, talvez estranho é não para ter.

Pode parecer uma pequena coisa, mas na era das imagens de um mundo ideal é uma baita exposição. Afinal, quantas fotos de estrias(ou de outras imperfeições) a gente vê por aí? O “normal” é ver meninas perfeitamente bronzeadas com uma pele lisa, sem qualquer aparente “defeito”. Naturalizar nossos corpos deveria ser um caminho sem volta. É normal tem estrias, é normal ter celulite é normal ter barriguinha, é normal ter culote e por aí vai….

Afinal de contas, qual é o problema mesmo de ter estrias??? Por um mundo mais “normal” e menos perfeitinho.

categorias: Beleza

Vamos falar de mulheres reais?

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As feias que me desculpem, mas beleza é fundamental. Sim, esse é só um recorte do poema Receita de Mulher, do Vinicius de Moraes, que se visto apenas por essa frase soa um tanto seletivo( e talvez seja). Mas, que em outras partes cultua uma barriguinha (Acho que é meio esse o assunto do post, a seletividade na diversidade. Será?). Mas, não foi de interpretação de texto ou semântica que vim falar aqui hoje, mas vim falar de mulheres reais. Tá, mas o que você Carol, considera mulher real e o por que esse assunto agora? Bom, tá a maior moda. Sim, moda porque é o assunto do momento e todo mundo tá falando de aceitação, principalmente, em se tratando de mulheres plus size(O que é ótimo). Tem também um lance de aceite como você é com sua formas, “defeitos” e qualidades(que se aproxima do que acredito, porque acho que todo mundo tem sua beleza e ela nada tem a ver com estética. Já falei aqui ó, sobre o que eu acho que te faz linda).

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Vou falar primeiro o que me incomoda quando o assunto vem com o tema “mulheres reais”. Para começo o que são mulheres reais??? Eu, você, minha mãe, minha vó, sua tia, todas somos mulheres reais. Umas magras e musculosas, umas magras e flácidas(tipo eu), umas gordinhas e durinhas, umas cheias de celulite(eu no caso de novo) umas lindas(se olharmos para os super ideais de beleza) e outras nem tanto. Mas, o que vejo quando o assunto ou a propaganda é sobre mulher real, são pessoas que não tem corpo de modelo(leia-se magérrimas), mas que ainda sim, são modelos (plus size ou não) ou mulheres bem bonitas. Ou tem alguma mais ou menos nas fotos acima e abaixo?

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Não, que eu não ache ótimo uma beleza diferente da ditadura da magreza, muito pelo o contrário. O que critico é que não tem nada de realidade nisso. Primeiro porque quase sempre rola muito photoshop, não para tirar as curvas, mas as imperfeições de pele e etc...Não sou contra photoshop, acho que usado bem é ok, mas não me venha vender isso como realidade. Realidade tá muito mais perto do #cellulittesaturday do que as possíveis campanhas que empregam uma falsa beleza real. Porque embutida nelas ainda está um conceito de beleza, que seja um novo padrão, mas ainda sim um padrão do que é belo(as consideradas feias e as mulheres reais mesmo, estão fora disso). Acho que estou muita mais na vibe Lena Dunham que não tá querendo impor nenhum padrão, mas um jeito diferente de se aceitar e de estar bem com a gente mesmo.

E vocês o que pensam disso?