categorias: Comportamento

Por que não depilar ainda incomoda tanto?

Miley depilando depois da polêmica com suas axilas no Grammy.

Lá vem as pautas da discórdia….Vamos começar do começo. Não, eu não pretendo parar de me depilar, talvez porque alguns pelos me incomodem e eu decidi que não quero ficar com eles. Faço muito exercício físico e eu particularmente não me sentiria bem sem estar depilada. Dito isso, vamos ao assunto do post…

Toda vez que uma celebridade aparece com a axila sem depilar acontece um furor. Mil jornais e sites de fofoca expõem a famosa em questão, como se ela tivesse  infringindo a maior lei das celebs: a lei do sovaco depilado(Vamos combinar que quem nunca deixou um pelo crescer para poder depilar depois??. Acho que não é o caso de todas, mas e daí? ). 

Lourdes Maria , a última a causar furos com suas axilas.

Ok, que durante muito tempo isso foi regra. E a questão central não é nem a depilação(reforço que sou dessas que amo me utilizar de uma cera) , mas o fato da liberdade. Como a gente sabe estamos cada vez mais encontrando nossos espaços e determinando aquilo que gostamos e queremos para nós. Se você curte uma axila depilada, ok. Se você não curte, ok também. A ideia é que a cada dia, cada vez mais comportamentos e regras ultrapassadas sejam quebradas e as coisas sejam normalizadas. Talvez um dia você se depare com um sovaco cabeludo ou uma bunda com celulites e nem ligue mais…E não seja mais manchete, as famosas que infringiram a lei do sovaco e por aí vai…A ideia é essa…Cada um faz o que quer com seu corpo e tudo bem…Você não precisa ter vergonha de seu corpo e de suas escolhas(auto-mantra).

E vocês já pararam para pensar sobre isso?

categorias: Comportamento Moda

As camisetas de protesto estão na moda. Deu bom ou deu ruim??

Lá vemmmmm as pautas da discórdia. Bom, só para a gente começar: toda história tem dois lados ou mais. Mas, acho que a gente precisa analisar sempre antes de achar tudoooo legal. Sabemos que algumas questões estão fervendo no mundo todo, como o espaço das mulheres na sociedade, de uma maneira mais ampla, a desvalorização de um padrão de corpo e a valorização da autoestima feminina, questões de gênero, étnicas raciais. Enfim, são muitas pautas que estão tomando conta de nossos pensamentos e de nossos discursos, mudando nossos pensamentos ou pelo menos fazendo a gente refletir sobre.

Bom, mas o que tem de bom e de ruim nisso? Tenho, particularmente, um pouco de receio quando a coisa toma uma proporção gigantesca. Por um lado é ótimo, tem certas coisas que o mundo precisa saber e a gente tem mais é que fortalecer as discussões popularizando e saindo de alguns nichos que já levam essa discussão por anos. Então, devemos comemorar que a a indústria da moda, conhecida por se esquivar da expressão política ou cultural, usar as passarelas, convocando  influencers e fashionistas para expressar opiniões em meio ao glamour da New York Fashion Week?

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Eu respondo: tenho minhas dúvidas. Sim, algumas marcas arrecadaram dinheiro com as vendas dos produtos para as instituições ativistas. Mas, por outro lado a marca Prabal Gurung(que fez algumas camisetas que estão nesse post) disse que recebeu uma ótima reação dos seus parceiros de varejo, como Bergdorfs, Saks, Neiman, Nordstrom, além de outras lojas e clientes.  Fico pensando se não seria apenas um pegar carona nas discussões para vender mais produtos e promover  a marca. Outro ponto que levanto é a banalização da discussão que pode enfraquecer. Percebe que existe uma diferença entre popularizar e ampliar e banalizar? 

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A Carla do Modices, por exemplo, tem uma coleção sobre empoderamento feminino, mas nós sabemos que ela promove há anos discussões e ações sobre essa pauta e não apenas resolveu pegar carona no assunto. Ela populariza e não banaliza. Na verdade meu grande receio é que as discussões nessa marcas, que não tem tradição em defender causas, fiquem apenas na camiseta e se pautem em promoção comercial. Por outro lado essas grandes corporações podem levar as pautas para lugares não alcançados. São muitas dúvidas que pairam sobre a minha cabeça.

E vocês, o pensam sobre isso?

categorias: Beleza

Vamos falar de mulheres reais?

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As feias que me desculpem, mas beleza é fundamental. Sim, esse é só um recorte do poema Receita de Mulher, do Vinicius de Moraes, que se visto apenas por essa frase soa um tanto seletivo( e talvez seja). Mas, que em outras partes cultua uma barriguinha (Acho que é meio esse o assunto do post, a seletividade na diversidade. Será?). Mas, não foi de interpretação de texto ou semântica que vim falar aqui hoje, mas vim falar de mulheres reais. Tá, mas o que você Carol, considera mulher real e o por que esse assunto agora? Bom, tá a maior moda. Sim, moda porque é o assunto do momento e todo mundo tá falando de aceitação, principalmente, em se tratando de mulheres plus size(O que é ótimo). Tem também um lance de aceite como você é com sua formas, “defeitos” e qualidades(que se aproxima do que acredito, porque acho que todo mundo tem sua beleza e ela nada tem a ver com estética. Já falei aqui ó, sobre o que eu acho que te faz linda).

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Vou falar primeiro o que me incomoda quando o assunto vem com o tema “mulheres reais”. Para começo o que são mulheres reais??? Eu, você, minha mãe, minha vó, sua tia, todas somos mulheres reais. Umas magras e musculosas, umas magras e flácidas(tipo eu), umas gordinhas e durinhas, umas cheias de celulite(eu no caso de novo) umas lindas(se olharmos para os super ideais de beleza) e outras nem tanto. Mas, o que vejo quando o assunto ou a propaganda é sobre mulher real, são pessoas que não tem corpo de modelo(leia-se magérrimas), mas que ainda sim, são modelos (plus size ou não) ou mulheres bem bonitas. Ou tem alguma mais ou menos nas fotos acima e abaixo?

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Não, que eu não ache ótimo uma beleza diferente da ditadura da magreza, muito pelo o contrário. O que critico é que não tem nada de realidade nisso. Primeiro porque quase sempre rola muito photoshop, não para tirar as curvas, mas as imperfeições de pele e etc...Não sou contra photoshop, acho que usado bem é ok, mas não me venha vender isso como realidade. Realidade tá muito mais perto do #cellulittesaturday do que as possíveis campanhas que empregam uma falsa beleza real. Porque embutida nelas ainda está um conceito de beleza, que seja um novo padrão, mas ainda sim um padrão do que é belo(as consideradas feias e as mulheres reais mesmo, estão fora disso). Acho que estou muita mais na vibe Lena Dunham que não tá querendo impor nenhum padrão, mas um jeito diferente de se aceitar e de estar bem com a gente mesmo.

E vocês o que pensam disso?