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Lingerie: você sabe como e onde essas peças tão utilizadas no dia a dia surgiram? 

Se você tivesse que responder rapidamente a seguinte pergunta: “qual é a peça de roupa que utiliza todos os dias?” Qual seria a sua resposta? Provavelmente, ela estaria relacionada a alguma peça íntima! Embora nem sempre receba a devida atenção e importância, a lingerie de qualidade é nossa melhor aliada. Ela pode ajudar a modelar o corpo, fazer você se sentir mais segura, confortável… Pode valorizar seu look ou te incomodar se não for bem escolhida.A lingerie é, indiscutivelmente, uma grande companheira do dia a dia, em todas as ocasiões. Mas você já parou para pensar em como ela surgiu? Será que as mulheres sempre usaram calcinhas e sutiãs? O que está por trás da era dos famosos corseletes? Existe alguma relação entre a cultura e as peças íntimas? Vamos falar um pouquinho sobre isso?

A curiosidade já começa pelo nome: o termo “lingerie” vem da palavra francesa “linge” que significa “linho”. Inicialmente, ele foi introduzido para nomear roupas de baixo consideradas “escandalosas” de uma forma mais sutil. Ele começou a ser difundido por volta dos anos 1850.

Uma coisa é fato: as roupas íntimas não são nenhum pouco recentes! Embora elas fossem bem diferentes, já existiam a antiguidade. De acordo com os registros históricos, o hábito de usar esse tipo de peça especificamente feminina teria surgido na Grécia Antiga. As mulheres enrolavam uma faixa ao redor do tórax que sustentava e protegia os seios e também calcinhas grandes.

Ainda há relatos de que as mulheres gregas quando iam se banhar nas fontes de Atenas, cobriam o corpo como uma espécie de túnica. Nessa mesma época, essas peças íntimas eram símbolo de poder e status, já que quanto mais “arrumada” a mulher estivesse por baixo das suas roupas, mais rica era a família.

A era da perfeição

Não há dúvidas de que a cultura influenciou muito o uso da lingerie em cada momento histórico. No final da Idade Média, o movimento conhecido como Renascimento entra em voga e um dos seus princípios era valorizar o ser humano acima de tudo, inclusive, exaltar a beleza e a sensualidade da mulher.

Por isso, a partir do século XV, os espartilhos começaram a ser muito utilizados com o objetivo de apertar a cintura para evidenciar as formas femininas. Até então, o mais comum eram os corseletes, como se fossem coletes bem justos colocados por cima de camisas e amarrados nas costas para sustentar os seios.

O uso dos espartilhos continuou vigente até o século XVIII, especialmente para moldar o corpo das mulheres que pertenciam à nobreza. A silhueta desejada e colocada como padrão de beleza era com os seios projetados para cima e a cintura com a menor circunferência que fosse possível alcançar.

E o espartilho tem uma conotação ainda mais bizarra: seu uso era estimulado porque, segundo o senso comum da época, forçava as mulheres a manterem uma boa postura e a comerem pouco. Há relatos de que muitas chegaram a morrer de hemorragia por causa da compressão dos órgãos internos. Mas, vale lembrar que os espartilhos daquela época eram muito diferentes dos que existem hoje para serem utilizados em ocasiões especiais!

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Tempos modernos

A lingerie da forma como a conhecemos hoje surgiu no final século XIX. Até esse momento, as mulheres continuavam usando apenas espartilhos ou chemises por baixo de suas roupas e nada além disso, nem mesmo calcinha. Inclusive, acreditava-se que essa era uma opção mais saudável, porque deixava a pele das partes íntimas respirar.

No final da década de 1860, uma outra peça íntima atingiu o verdadeiro auge e, talvez, dessa você nunca tenha sequer ouvido falar: era a crinolina(Quando visitei o Museu do Traje em Portugal, fiz uns stories dela, quem lembra?) Era uma armação que lembrava uma gaiola, para ser colocada por baixo das saias e vestidos de modo a deixá-los armados. Apesar do volume, a peça era leve e dava mais liberdade de movimento para as pernas do que uma anágua, por exemplo.

Já a versão moderna do sutiã surgiu oficialmente em 1914, com a socialite norte-americana Mary Phelps Jacob. Reza a lenda que ela apareceu circulando com um modelo feito de lenços de seda, causando comoção geral na sociedade. No ano seguinte, a peça foi patenteada e logo se popularizou. Após a Primeira Guerra Mundial, ele ganhou ainda mais força, graças à liberdade de movimento que oferecia para as mulheres, ao contrário das peças que existiam até então.

Vale lembrar que esse cenário do pós-guerra foi fundamental para a história feminina, porque fez com que muitas mulheres se vissem obrigadas a trabalhar nas fábricas da época para sustentar a família, na ausência do marido. Por isso, essa busca pela liberdade da mulher começa a ser cada vez mais intensa, o que refletiu também nas vestimentas. Passada a guerra, aquele padrão de beleza composto por curvas bem marcadas foi substituído pelo ideal da silhueta mais retilínea e dentro desse contexto surge a combinação, que era colocada por baixo dos vestidos, ficando praticamente invisível sob eles.

Em relação ao sutiã, outro grande marco foi a criação do sutiã modelo push-up, nos anos 90, pela grife Wonderbra. A marca se destacou tanto na tecnologia quanto nas campanhas de divulgação que colocaram os seios grandes e bem levantados em evidência. Inclusive, há quem diga que esse foi um dos fatores responsáveis pelo “boom” dos implantes de silicone no final do século XX e início do século XXI.

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E a calcinha?

Nos anos 1800, foram criadas peças chamadas de pantaloons, que nada mais eram do que uma espécie de calção confeccionado em tecidos de cores neutras, que chegavam até a altura dos joelhos. Cem anos depois disso, passam a ser fabricados os modelos mais parecidos com as calcinhas atuais.

Hoje em dia, a lingerie é cada vez mais um instrumento de liberdade e empoderamento feminino, principalmente as lingeries sensuais! A ideia é que essas peças sirvam para reforçar a essência de cada mulher e permitir que elas sejam aquilo que bem entenderem! Descubra as lingeries que mais têm a ver com você na Click Sophia!

E vocês curtiram saber um pouco mais sobre a história das lingeries?

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2 comentários via blog

  1. Ana Carolina Domingues

    Eu não sabia de nada disso

    1. Carol respondeu Ana Carolina Domingues

      Muito legal, né?
      bjs